Aprendendo a usar o flash III: o Modo Manual

Lendo os dois artigos anteriores (sobre o conceito de flash e sobre o número guia), você já sabe como é que funciona um flash e como os cálculos devem ser feitos para assegurar uma exposição correta.

Ora, nem sempre é necessário estar realizando esses cálculos para poder empregar o flash com garantias. Ao contrário: existe um modo manual, onde você faz todos os cálculos, mas também outros modos como o Automático e o TTL, onde a câmara faz parte das operações.

Neste artigo, o terceiro da série, iremos ver o modo manual. Muitos flashes incorporam ainda um modo Automático que, na realidade, não é mais do que um modo manual que admite um arco de distâncias, em lugar de uma distância fixa (como já vimos no anterior artigo da série), o que já oferece alguma automatização, mas nos deixa mesmo assim fazendo as operações de cálculo.

Modo manual: você controla tudo

No modo manual, como é lógico, é você a controlar tudo e quem terá de fazer os cálculos necessários para disparar, em função do número guia (NG), tal e como já comentamos no artigo anterior, mas também da distância, da sensibilidade ISO, da abertura e de todo o resto de parâmetros. Para trabalhar no modo manual, faça o seguinte:
  • Ajuste o ISO segundo as necessidades da imagem e tencione sempre usar a menor sensibilidade possível. Lembre que com ISO 100 os cálculos não irão incluir fator de sensibilidade, pelo que são mais simples.
  • Ajuste o zoom da tocha segundo a distância e o ângulo de saída da luz que você quiser. 
  • Calcule o NG tal como foi mostrado no artigo anterior. 
  • Escolha se quer fixar a abertura e calcular a distância ou ao invés. 
  • Calcule o parâmetro que não fixou em função da relação abertura/distância/NG, tal como explicado no artigo anterior. 
Em qualquer caso, lembre que o NG máximo de seu flash, definido pelo fabricante, pode estar sobrevalorado pelo próprio fabricante e que, destarte, costuma depender de condições ótimas que nem sempre é possível assegurar. Pior ainda: condições ótimas que mesmo muito poucas vezes é possível assegurar!


Por outra parte, é claro que você não gostará de estar o tempo todo a fazer cálculos para cada exposição. E, ainda, sempre há a possibilidade de esses cálculos darem errado ou nos obrigarem a situar o objeto a uma distância maior/menor do que necessitaríamos.

Controlando a intensidade da luz

Para esse problema concreto, muitos flashes também incorporam controles de intensidade do lampejo para o modo manual. Na realidade, a potência do flash não varia, mas apenas o tempo que o lampejo se prolongar — mesmo que, sendo tão rápido, nossos olhos não percebam assim tão diretamente qualquer diferença.

Mas, atenção: se alterar a intensidade do flash, será necessário volver realizar os cálculos, incluindo as mudanças que introduz essa variável. Por exemplo, se você indicar que o flash dispare com uma intensidade 1/4, então o NG inicial irá reduzir-se em 1/2 segundo a lei inversa do quadrado e, portanto, a distância apropriada será 1/2 da inicial.

O Modo Automático: uma pequena ajuda

Outra opção para superar a rigidez do modo manual é subsitutuir a distância fixa por um arco de distâncias. Isso é o que torna possível o modo automático, sempre que o flash incorpore um sensor capaz de calcular o momento em que deve apagar o lampejo para não superexpor nem subexpor a imagem. Ora, o Modo Automático é já uma opção a depender de cada dispositivo e, portanto, das configurações pré-desenhadas pelos fabricantes. Daí, resulta suficiente saber que, na prática, funciona como o modo Manual e que, na realidade, sua denominação de «automático» é mais confusa do que outra coisa.

No próximo artigo, iremos ver o principal avanço na automatização do trabalho com flash: o modo TTL. A nossa recomendação: cadastre seu e-mail para receber as atualizações e não perca nenhuma parte desta série!

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